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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2026

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Influenciador Pobre Loco é preso em operação contra venda clandestina de anabolizantes

Mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa do influencer em Campo Grande

Portal Corumbá
Por Portal Corumbá
Influenciador Pobre Loco é preso em operação contra venda clandestina de anabolizantes
Foto: Reprodução/ Instagram
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O influenciador Renato dos Santos Lopes, 32 anos, conhecido como Pobre Loco, foi preso na manhã desta terça-feira (5), por policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), durante operação contra venda clandestina de anabolizantes.

Pela manhã, o influencer marombeiro postou dois vídeos em suas redes sociais, de câmeras de segurança, que mostravam a ação da polícia, sendo o primeiro dos policiais chegando a residência, e o segundo já dentro da casa, cumprindo o mandado de busca e apreensão.

Pelas imagens divulgadas, a ação ocorreu com tranquilidade e colaboração de Pobre Loco. No entanto, horas depois, ambos os vídeos foram apagados.

O advogado do influenciador, Maikol Mansour, confirmou a prisão e informou que estava a caminho do Garras para "resgatar" o cliente. Também pelas redes sociais, ele disse que foi feita uma busca e apreensão na residência do influencer e que ele ainda não tinha maiores informações acerca das circunstâncias da ação.

Até a publicação desta reportagem, tanto o advogado quando Pobre Loco ainda se encontravam na delegacia, prestando esclarecimentos.


A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação policial com o objetivo de combater a produção, comercialização e distribuição clandestina de anabolizantes e outras substâncias de uso terapêutico ou medicinal, como emagrecedores, com mandados cumpridos também em outros 11 estados, incluindo Mato Grosso do Sul.

Ao todo, estão sendo cumpridos 85 mandados de busca e apreensão e 35 de prisão em todo o País.

Conforme Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, a quadrilha produzia e comercializava os medicamentos sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio de uma empresa clandestina.

Os produtos eram vendidos diretamente a pessoas físicas, sem a exigência de receita médica. 

A investigação identificou ainda uma estrutura criminosa organizada que utilizava redes sociais para divulgar e vender os produtos ilícitos, com o intuito de burlar a fiscalização e atingir consumidores em diversas regiões do país.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em residências, estabelecimentos comerciais, laboratórios, entre outros.

Foram apreendidos anabolizantes, insumos, dispositivos eletrônicos e documentos em vários locais do País.

Além das buscas e prisões, foram adotadas medidas cautelares como a indisponibilidade de bens, o bloqueio de contas bancárias e a suspensão de um perfil em rede social utilizado como canal de vendas dos produtos ilícitos.

 

FONTE/CRÉDITOS: Correio Do Estado
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